quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Verde-apontador-novo da primeira semana de aula da 4ª série

"Check-ch-check-check-check-ch-check it out, what-wha-what-what-what's it all about, work-wa-work-work-work-wa-work it out, let's turn this motherfuckin' party out"

No último fim de semana teve formatura da Bia em Maringá. A fermatura - leia-se "carnaval", já que foram três dias de festa - serviu pra, mais do que tomar tequila, que eu revisitasse (ainda que de passagem) a cidade que me acolheu tão carinhosamente, sem a recíproca da minha parte.

A verdade era que com 18 anos, acostumado com a vida em São Paulo, qualquer um que vá a Londrina acha aquilo lá realmente a roça. Sabe o reality show "The Simple Life"? Pois é, foi idéia minha, mas no molde "Paulistano que ama sua cidade é obrigado a passar 4 anos numa cidadezinha do interior, fazendo faculdade, jogando bola descalço e tendo que usar calça jeans e tênis para ir ao mercado"...

E desse jeito ficava fácil para cornetar. Meus amigo paulistanos iam pra lá e adoravam !!! Para mim, a explicação é que Londriville era pra eles tipo uma colônia de férias, ideal para se passar 15 dias e, depois disso, "até nunca mais".

Mas, quando eu entrei no ônibus em Maringá no domingo em direção à Londrina, terra do pé-vermeio, algumas coisas me vieram à cabeça.

(Sobre minha cabeça: Eu a achava ligeiramente grande quando era adolescente; há 8 anos ela tem um topete; ela antes tinha cabelos brancos, agora estão ficando transparentes - aqui nos cantinhos da testa, ó)

E eu lembrei que um dia eu fui para Maringá. E também para Cianorte. Ah é, tem também Francisco Beltrão !!!

Depois de morar em Cianorte, você revê os seus conceitos de roça. Um lugar onde os supermercados fecham de domingo. Onde os restaurantes só servem almoço até 13:00hs. Onde todas as baladas da cidade ficam em volta da mesma rotatória (aliás, como o Paraná ama as rotatórias né...).

Isso tudo acabou mudando minha opinião. Sei que é difícil para uma cidade ser como São Paulo, ter trocentas coisas para fazer, ter sempre uma pizzaria aberta, te permitir sair pelo bairro todos os dias e encontrar, no máximo, um ou outro conhecido. E eu sempre gostei muito disso. Por causa desta impessoalidade, quando você está na rua você sente que só conhece uma coisa: a própria cidade. E esse é o estilão, o charme, a personalidade de São Paulo.

Personalidade. Eu acho que é isso que me faz respeitar uma cidade. Enquanto morava lá, não via personalidade nenhuma em Londrina. Mas essas "andanças" pelo interiorrr do Paraná me mudaram.

E hoje eu vejo Londrina com outros olhos. Não dá pra negar que é uma cidade bonita, com aquele circuito Higienópolis - JK, cheio de predinhos novos, casas bonitinhas, uma igreja que mais parece um bingo...

E se o povo de lá é meio emperiquitado demais, com as mulheres indo de vestido e salto ao supermercado, a população universitária compensa isso, com a cafonice dos agroboys (que comentário racista... ou seria especista ?), o desleixo do pessoal do CEFD e a hipponguice dos estudantes do CCS.

E se as tardes lá são tranquilas demais, ótimo, porquê desde o primeiro dia em que eu me vi envolvido com uma prática desagradável chamada trabadlho, eu dou muito mais valor a cada minuto de sono conquistado ! Além disso, sempre tem um churrasco, ou um Espetinho's pra ir (a não ser que tenha fechado, isso eu não olhei...).

E agora tá assim, tudo que eu odiava em Londrina, agora eu tenho uma explicação, uma justificativa mesmo, para defender a cidade com quem até então eu tinha uma relação estritamente acadêmica, mas que a partir de agora, no maior estilo "clichêzão legal", virou o clássico "história de amor e ódio".

Não que eu vá voltar pra lá, até porquê mercado de trabalho pra mim já tá difícil aqui, imagina lá. Mas o legal é que por uma cidade que até ontem eu queria esquecer que passei 5 anos lá, hoje eu tenho um certo carinho, florescendo nesse meu coraçãozinho metropolitano.

Assim, aproveito para pedir desculpa à minha querida Londriville por todos os insultos, calúnias e injúrias que eu proferi não só no tempo que morei lá, mas em todo o período pós-traumático e pré-trauma"maiorainda"mático (no caso, a mudança pra Cianorte), e dizer que sim, Londrina eu amo você, a sua feirinha da Lua, o seu Zerão e o seu lago, que passaram carrapatos incontadas vezes para a minha cachorra, sua faculdade que me deu um pedaço de papel e me preparou, com um descanso de 5 anos, para 4 anos de trabalho sem férias, seu Carrefour Glam no shopping que fica na estrada, seu polígono Vicente Rijo, Pizza Hut (finada), Habib's, Igreja-bingo e minha ex-casa, o seu VGD e Estádio do Café, os mais vazios que eu já fui, seu Pun e seu CU, nomes chocantes para os desavisados, seu mercadinho Quebec, sua madre Leônia Milito, seu terminal urbano onde, de todas as trocentas linhas, eu só usei 4, seu camelódromo, que com seus produtos de alta qualidade estragaram meu Playstation1, seu PAI e HU, onde eu vi guerreiros caírem sob a impiedosa espada da cachaça... enfim, Londriville, meu amor, obrigado pela oportunidade vitalícia de dizer que, um dia - ou 5 anos -, eu vivi em Londres, para os íntimos.

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- Cuidado com a marca de tequila "José Cuervo". Suspeito que ela esteja adulterada: foram 8 doses na festa da minha irmã e nem com calor eu fiquei.

- Sábado é dia de voltar pra casa !!!

- Compra-se urgente iPod.

 

Sem mais !

1 cornetadas:

Pricila disse...

Uau!
Que amor por londrina. Bem que a Sercomtel diz: Londrina é nossa paixão láiáláiá.
Eu não demorei tanto tempo pra perceber que eu adooooro londrinosa, hauaua eu posso dizer que eu sai da minha rocinha pra ir pra roça grande, já é um crescimento, um dia eu vou pra capital! hahauahuahauahua um dia.
Informação de utilidade pública: O espetinho´s chama-se Sacarolha agora e vende a cerveja mais barata de londriville e alguns espetinhos remanescentes.
Beeeejo fétido!